quarta-feira, 15 de setembro de 2010

No ritmo da ginástica aeróbica

Bruno Bononi


Hoje em dia, para levar uma vida com saúde, não basta apenas se exercitar ou seguir as dicas do nutricionista, é preciso também tomar cuidado com seus próprios limites e principalmente fazer as atividades com disposição e, por que não, com muita animação. Entre as várias opções existentes, uma, em especial, vem chamando a atenção daqueles que querem conciliar exercício físico com uma boa dose de ritmo, descontração e um pouco de swing. É a ginástica aeróbica, que combina ginástica clássica com música motivadora.

A professora de ginástica aeróbica, Fernanda Bassan, diz que essa modalidade não apenas ajuda no condicionamento físico, mas também no sistema respiratório e cardiovascular. '' É uma atividade física excelente para o sistema cardiovascular. Esse tipo de exercício faz com que tanto o coração quanto os pulmões trabalhem mais, proporcionando oxigênio com mais rapidez e eficácia a várias partes do corpo''.

Dentre algumas atividades aeróbicas mais comuns, estão: andar, correr, pedalar e remar. A ginástica aeróbica ajuda a melhorar a postura e a coordenação motora, mas Fernanda lembra que não adianta se exercitar se não houver um cuidado com a alimentação. ''É importante suprir o corpo com os nutrientes necessários, isso irá fortalecer seu sistema imunológico, ajudando na redução de gordura e crescimento da massa muscular, fazendo com que seu rendimento com a prática da ginástica seja ainda melhor''.

Na área da competição, a ginástica aeróbica caracteriza-se por ser uma atividade intensa, alegre, com movimentos e expressões corporais diversificados e bem marcados, com um acompanhamento rítmico e musical. Os atletas precisam demonstrar muito dinamismo, força, flexibilidade, coordenação e ritmo sincronizados com o acompanhamento musical. Seus eventos são divididos em cinco: individual masculino e feminino, pares mistos, trios e grupos de seis.

É visível a satisfação das alunas de ginástica aeróbica. Josiane Aguiar, 32 anos, aluna de Fernanda há seis meses, compartilha a felicidade de seus resultados. ''Livrei-me da labirintite e da pressão alta, e estou perdendo peso como nunca, agora estou na fase de manutenção do peso. Isso tudo além de gostar muito da ginástica aeróbica''.

Benefícios da ginástica aeróbica:
• Fortalecimento muscular, sem hipertrofia.
• Treina a coordenação motora.
• Proporciona grande consciência corporal.
• Aumenta a capacidade cardiorespiratória.
• Desenvolve uma melhor postura.
• Gasto calórico de até 500 Kcal/hora.

Cuidados que se deve ter com a ginástica aeróbica:
• Cuidado para não pegar mais peso do que sua capacidade, pois pode sobrecarregar as articulações dos membros inferiores, coluna lombar, joelhos, cotovelos e ombros.

• Fazer um aquecimento antes de começar a aumentar o ritmo da aula. Diminua o ritmo quando estiver para terminar a aula. Tire 10 minutos antes e 10 minutos depois para fazer exercícios suaves e alongamentos.

Dicas para um melhor rendimento físico na ginástica aeróbica:
• Os números de séries e subséries devem estar de acordo com o objetivo a ser alcançado; se você quer uma série de força, ela deverá ter poucas repetições com maior carga. Quando a finalidade é trabalhar a resistência, a série deverá ter um maior número de repetições e pouca carga. Por este motivo é muito importante o planejamento para alcançar o objetivo de cada aula.

• Os resultados serão muito melhores se os exercícios forem efetivados corretamente, mesmo que com pouca carga. O importante não é a carga no exercício, mas sim, realizá-los por completo, da forma correta.

Pilates une exercício e terapia corporal

João Paulo Guilardi

Para quem pensa em longevidade e bem estar, o Pilates, um método de condicionamento físico e mental que desenvolve força, flexibilidade, resistência e controle motor do corpo, tem se destacado no que diz respeito a atividades relacionadas à qualidade de vida.

O criador do método, Joseph Hubertus Pilates (1880-1967), foi uma criança que sofreu de asma, raquitismo e febre reumática. Idealizou os exercícios para superar suas doenças e veio posteriormente a utilizá-lo para ajudar feridos e convalescentes da Primeira Guerra Mundial.

Hoje, o Pilates concentra-se em academias que dividem seus métodos em trabalhos individuais e em grupo, segmentados para o público que procura por um trabalho que envolve concentração e muita disciplina.

O professor Rodrigo Monteiro de Freitas, 38, formado em Fisioterapia e Educação Física pela Unesp, disse que quando abriu a academia de Pilates, localizada na cidade de Amparo (SP), pensou que a maior procura seria por sessões em grupo, mas hoje, de seus 120 alunos, somente 20 são trabalhos em grupo – os demais têm sessões individuais. Este comportamento ocorre porque a pessoa inicia uma sessão em grupo e, depois de algum tempo, procura mudar para a sessão individual, para melhor aproveitamento da disciplina.

O método utilizado pela academia é o da franquia Authentic Pilates, que busca trabalhar a longevidade cerebral e física e é base dos trabalhos integrativos que buscam a harmonia da trilogia corpo-mente-espirito.

A duração das aulas varia de acordo com a necessidade das pessoas, no caso da academia de Rodrigo, seu público-alvo são pessoas que buscam qualidade de vida e também complemento em tratamento fisioterapêutico. A aula se diferencia de uma academia por oferecer um ambiente calmo e com poucos aparelhos, focando na flexibilidade corporal. Por isso, não existe a necessidade de uma prática diária de Pilates, pois a concentração e a disciplina exigidas durante uma sessão são muito maiores.

Para a aluna Celina Daolio Lipo, 72, moradora da cidade de Monte Alegre do Sul, o Pilates tem contribuído muito com sua qualidade de vida. Há mais de um ano, ela frequenta sessões duas vezes por semana, uma individual e outra com uma amiga. Celina sofre de artrose e conheceu o método através de sua amiga que recomendou a atividade para ela.

Como benefícios, o Pilates contribui com a melhora da capacidade cardiovascular e respiratória, melhora o estado geral de saúde, mantém a mente alerta, entre outros benefícios. Muitas empresas recorrem a parcerias com academias para criar programas de aprimoramento da qualidade de vida de seus funcionários.Mas, para quem procura hipertrofia (aumento muscular), o recomendado é fazer a atividade de musculação e combiná-la com o Pilates, diz Rodrigo.

Em comparação com outras atividades de academia, o custo de cada sessão de Pilates é alto. Na academia de Rodrigo, são R$ 58 cada sessão. O recomendável é que se façam duas por semana.

Muay Thai: bom para o corpo e para a alma

Caroline Zacchi

O Muay Thai é um esporte nacional e original da Tailândia. É uma arte marcial com mais de 2 mil anos de existência, criada pelo povo tailandês como forma de defesa nas suas guerras e para obter uma boa saúde.

Na Tailândia, o Muay Thai também é conhecido como "Luta da Liberdade" ou "Arte dos Livres", pois foi com o Muay Thai que os tailandeses se protegeram dos povos opressores que tentavam conquistar seu território.

Todos os golpes do Muay Thai têm o objetivo de acabar com a luta (knock out). As combinações de golpes são certeiras e raramente acontece uma luta que chegue ao quinto round, pois o nocaute vem antes. Utilizam-se socos parecidos com os do boxe, golpes com as canelas e pés, típicos desta luta, e também com os joelhos e cotovelos.

O Muay Thai vem ganhando cada vez mais praticantes. É uma luta que desenvolve um ótimo condicionamento físico e mental, concentração e autoconfiança. Além disso, o treinamento ajuda as crianças e adolescentes a terem maior poder de concentração nas atividades do cotidiano.

Adriano Gomes Sliuzas, 21 anos, aluno de Muay Thai há três anos, diz que, após começar a treinar o Muay Thai, sentiu muitas mudanças positivas. Conseguiu perder massa gorda e ganhar massa magra, mesmo alimentando-se muito bem após os treinos. “Minha concentração nos estudos melhorou cem por cento, mesmo com a minha rotina mais corrida, pelo fato de eu ter que acordar praticamente de madrugada para treinar, pois os horários de faculdade tomam praticamente o dia todo”, acrescenta Sliuzas.

O Muay Thai é tão popular na Tailândia quanto o futebol no Brasil, isso faz da Tailândia a maior potência do esporte no mundo. Além de criadores do Muay Thai, os tailandeses também são os maiores lutadores do mundo na sua categoria, até 70 kg em média, isso devido aos tailandeses terem uma estrutura física pequena.

Antigamente esse método de luta e autodefesa fazia uso de diversas armas, como espadas, facas, lanças, bastões, escudos, machados, arco e flecha. Frequentemente ocorriam acidentes que causavam graves ferimentos aos praticantes. Para que eles pudessem treinar sem se ferirem, os tailandeses criaram um método de luta sem armas, o precursor do atual boxe tailandês. Assim eles podiam se exercitar e treinar mesmo em tempos de paz e sem o risco de se ferirem. No início, o boxe tailandês era muito parecido com o kung fu chinês.

O antigo boxe tailandês utilizava-se de golpes com as palmas das mãos, ataques com as pontas dos dedos, imobilizações e mãos em garras para segurar o oponente. Com o tempo, ele foi se modificando e transformou-se no estilo de luta que é hoje.
O professor de Muay Thai, Celso Júnior, 29 anos, diz que, além de defesa pessoal, o Muay Thai reduz o estresse, pois há um desconto muito grande de estresse nos treinos. “É interessante deixar claro que o Muay Thai tem uma imagem muito violenta, porém, é uma luta de resistência física, atenção e, acima de tudo, condicionamento físico, podendo ser praticado por homens e mulheres de faixas etárias variadas”, diz Júnior.

Há tempos atrás os promotores começaram a fazer as lutas que distribuíam grandes prêmios e honra aos seus vencedores. Isto emocionava as pessoas tanto quanto os torneios principais que hoje se fazem em Bangkok, nas lutas em estádios. As lutas não eram feitas em ringues como se vê no atual boxe tailandês. Qualquer espaço disponível do tamanho certo era usado: um pátio ou um descampado de aldeia.

As mudanças que o esporte sofreu foram radicais inclusive no uso de equipamentos. Por exemplo, lutadores tailandeses sempre usaram os chutes baixos. Um pontapé ou joelhada nos órgãos genitais, para os lutadores, eram um movimento perfeitamente legal até os anos 1930. Porém, nessa época foi criada uma proteção de árvore, coqueiros ou conchas de mar, que envolviam com pedaços de pano amarrados entre as pernas e ao redor da cintura. Foi daí que surgiu a coquilha.

Em 1930 vieram as mudança mais radicais no esporte. Foi então que se introduziram as regras e regulamentos de hoje. Cordas amarradas aos braços e mãos foram abandonados e luvas passaram a ser utilizadas pelos lutadores. Esta inovação também se deve ao respeito e ao sucesso crescente dos pugilistas tailandeses no boxe internacional.

Juntamente à introdução de luvas, vieram as classes de peso baseadas nas divisões do boxe internacional. Estas e outras inovações, como a introdução de cinco rounds, alteraram substancialmente as técnicas de luta que os pugilistas usavam, causando, assim, o desaparecimento de alguns lutadores importantes da época.

Antes da introdução de classes de peso, um lutador poderia lutar com qualquer adversário de tamanho e peso diferentes. Porém, a introdução das classes de peso ajudou os lutadores a lutarem mais emparelhados e uniformemente, saindo de cada categoria um campeão. A maioria dos lutadores tailandeses pertencem às classes de peso mais baixas. Setenta por cento de todos os lutadores pertencem à mosca e divisões de pesos pequenos. Há médios e meio-pesados, mas eles não são vistos com frequência e as categorias mais pesadas raramente lutam.

Sliuzas ficou sabendo do Muay Thai através de amigos da torcida organizada Fúria Independente, do Guarani Futebol Clube, em Campinas, da qual faz parte há 10 anos.
”Escolhi o Muay Thai porque sempre gostei de ver lutas pela televisão e principalmente pelo fato do Muay Thai, além de fornecer defesa pessoal, oferece também muita saúde para os praticantes”, diz Sliuzas.

Hoje em dia, o Muay Thai é uma luta praticada e reconhecida mundialmente. O Brasil é destaque no exterior, por seus lutadores fortes e técnicos, que disputam campeonatos com os melhores lutadores de todo o mundo.

No Brasil, um dos melhores na atualidade é o tricampeão brasileiro Urbano Shinnhan, mestre na luta, residente em São José dos Campos (SP). Seu método de luta vem ganhando espaço devido à particularidade do treinamento. Ele é o responsavel pelo treinamento de artes marciais da Aeronáutica Brasileira (CTA).

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Pauta e redação: alunos curso de Jornalismo da Unip Campinas - 2010

Editora-chefe: Profª Drª Audre Cristina Alberguini (MTB 033.162)

Coordenador auxiliar do curso: Profº Ms Roni Muraoka


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